Como exigências de consumidores mais jovens têm impulsionado a adoção de práticas ESG pelas empresas

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(Foto: Freepik)

Por Filipe Ratz*

Há tempos, temas relacionados ao meio ambiente, questões sociais e de governança têm norteado o posicionamento de empresas ao redor do mundo. A sigla ESG (Environmental, Social and Governance) tem sido cada vez mais urgente e inevitável para governos e companhias no decorrer dos anos. Neste cenário, destacam-se como atores principais e essenciais os consumidores Millennials e da Geração Z.

Não à toa, os consumidores mais jovens são considerados os mais conscientes. Dados da pesquisa Millenium Survey apontam que 42% da geração Z prefere empresas com práticas ESG e 38% deixaria de comprar produtos de marcas que tenham má influência no meio ambiente. Para essa geração composta por nativos digitais ter o compromisso com questões ambientais, sociais e éticas é primordial e cada vez mais urgente.

Tal mudança de comportamento chamou a atenção das empresas, obrigando-as a se atentarem aos novos hábitos de consumo. Além disso, a adoção das práticas de ESG são fundamentais para garantir não apenas a transformação necessária ao meio ambiente e à sociedade, como também atender a um consumidor que já não tolera marcas que não se posicionam.

Reflexos de tais mudanças podem ser observados no mercado de ações, por exemplo, no qual empresas sustentáveis têm registrado grandes ganhos e apostado em um movimento importante: a transição da gestão empresarial para uma mais consciente e sustentável. E, de fato, a força motriz para tal mudança é a geração Z. Isso acontece, pois, caso as empresas não se ajustem à agenda ESG, correm o sério risco de não sobreviverem no longo prazo.

À medida que os mais jovens começam a ocupar cada vez mais espaço no mercado de consumo e trabalho, mais as empresas se sentem pressionadas a responder às demandas relacionadas a esse grupo. E se tem algo que é muito característico nas pessoas dessa faixa etária é a sua consciência socioambiental. A geração Z quer ver as empresas se alinhando aos princípios ESG, e se posicionar de forma favorável e coerente tende a trazer ainda mais valor para a marca.

Para os próximos anos, espera-se que o ESG continue ativamente na agenda de companhias dos mais variados tamanhos e segmentos. Além disso, para se manter relevantes, as empresas precisam deixar de lado os modelos antigos de gestão, com foco apenas em resultados, e adotar uma visão centrada na conexão com consumidores, que vê as pessoas de modo mais holístico.

As marcas precisam levar seus produtos e serviços para onde está concentrado o seu público alvo, adaptando-se não somente às demandas, como também às exigências apresentadas por seus consumidores. Aqui falamos de gerar conexão genuína. Quando determinada marca investe na adaptação de linguagem e postura e transforma isso em posicionamento coerente, as chances de sucesso e conversão são, na maioria das vezes, imensas.

Filipe Ratz é CEO e Diretor Executivo da Pira, empresa especializada na criação e realização full service de projetos, com foco no mapeamento de oportunidades e dados de consumo sobre a geração Z, cujo propósito é conectar marcas e comunidades digitais. 

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